sexta-feira, 13 de maio de 2011

Doenças causadas pelo cigarro

Principais doenças causadas pelo cigarro, fumante ativo e passivo, tabagismo, fumaça do cigarro

pulmão de não fumante e de fumante
Pulmão saudável (esquerda) e de um fumante (direita):
cigarro é uma das principais causas de doenças respiratórias

Introdução

O cigarro é um dos principais causadores de doenças no mundo. Milhões de pessoas morrem todos os anos por doenças desencadeadas por milhares de substâncias nocivas à saúde presentes no cigarro. Quanto maior o tempo de vício, maiores as chances do fumante desenvolver uma ou mais doenças.

Principais doenças causadas pelo cigarro:

- Câncer de pulmão
- Câncer de boca
- Câncer de laringe
- Câncer de estômago
- Leucemia
- Infarto do miocárdio
- Enfisema nos pulmões
- Impotência sexual
- Bronquite
- Trombose vascular
- Redução da capacidade de aprendizado e memorização (principalmente em crianças e adolescentes)
- Catarata
- Aneurisma arterial
- Rinite Alérgica
- Úlcera do aparelho digestivo
- Infecções respiratórias
- Angina

Portanto, a melhor saída é parar de fumar imediatamente, antes de desenvolver uma destas doenças. Os médicos afirmam que, o corpo humano leva de um a dois anos para limpar os resíduos deixados pelo cigarro num ex-fumante. E para aqueles que não fumam, vale a pena dizer que a nicotina é uma substância que vicia rapidamente. Experimentar um cigarro pode ser a porta de entrada para este perigoso vício.

Importante: o fumante passivo (aquele que fica em ambientes fechados respirando a fumaça de cigarro) também pode desenvolver algumas das doenças acima, principalmente as respiratórias.

Doenças Causadas pelo Cigarro

Seguem os problemas ocasionados pelo fumo:

-Diminuição dos batimentos cardíacos, da pressão arterial e da respiração.

-câncer do pulmão, da boca, da garganta, do esôfago, da laringe e da bexiga.

-Angina de peito e infarto do miocárdio.

-Isquemias ou hemorragias cerebrais.

-doença pulmonar obstrutiva crônica.

-Maior risco de contrair câncer dos rins, pâncreas e estômago.

-tosse típica.

-Maior probabilidade de sofrer bronquite crônica e enfisema.

- Impotência Sexual.

Entre as mulheres, tendência de entrar na menopausa mais cedo, acarretando maior chance de desenvolverosteoporose. Com o uso de anticoncepcionais orais (pílula.), as chances de morrerem por problemas cardíacos é três vezes maior do que aquelas que não usam pílulas e não fumam.

O uso do fumo durante a gravidez traz conseqüências ainda mais terríveis, pois afeta também a criança. A nicotina diminui a quantidade de oxigênio e de nutrientes para o feto. Eis algumas destas conseqüências:

Aumenta a probabilidade de abortos, partos prematuros e mortalidade fetal.

Maior risco de morte súbita do bebê, problemas pulmonares e anomalias fetais.

Quanto maior o número de cigarros fumados, menor o peso do recém-nascido.

Pode haver intoxicação pela nicotina durante a amamentação, causando agitação, diarréia, irritabilidade e taquicardia no bebê.

Aumenta a probabilidade do recém nascido contrair pneumonia e bronquite.

Desenvolvimento físico e mental em geral inferior aos filhos de mães não-fumantes.

Outro grande problema na questão do fumo são os chamados fumantes passivos. Não fumantes constantemente expostos à fumaça de cigarro aumentam o risco de câncer em 10 a 30%. As crianças são as mais atingidas, apresentando maior freqüência de problemas respiratórios agudos. Estima-se que cerca de 20% dos casos de câncer de pulmão são fumantes passivos.

Um dos mitos que cercam esta droga é o de que cigarros com baixos teores são mais seguros do que os cigarros comuns.



Os fumantes costumam compensar estes teores reduzidos tragando com mais força, mais demoradamente, ou simplesmente fumando um número maior de cigarros.

A dimensão dos problemas causados pela dependência do tabaco é gigantesca.

Os sintomas físicos e psicológicos da droga no organismo do usuário são os grandes responsáveis pela dificuldade de largar o vício. Entre eles estão maior clareza de pensamentos, maior atenção, maior capacidade de concentração, aumento da memória, diminuição da irritabilidade e da agressividade, relaxamento da musculatura e diminuição do apetite.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Riscos do tabagismo

Doenças do Coração Câncer e Doenças Pulmonares

Os efeitos do tabagismo podem se manifestar na base de curto ou longo prazo. Fumar durante um período prolongado pode resultar em sérios problemas de saúde como câncer, doenças pulmonares, lesões de órgãos, ea doença cardíaca. Estima-se que o único cigarro leva cerca de 5 a 20 minutos fora da vida da pessoa.

Redução da densidade mineral óssea

O fumo leva a uma redução da densidade mineral óssea que faz com que os fumantes mais propensos à osteoporose, uma condição que torna os ossos mais propensos à fratura.

O envelhecimento prematuro

Fumar pode provocar envelhecimento prematuro. A maioria dos fumantes tem dentes, pele enrugada e amarela. Como resultado da redução da densidade mineral dos dentes pode ser mais frágil.

Os navios restritos Sangue

O fumo leva a uma restrição dos vasos sanguíneos. Como resultado, a passagem do oxigênio para a pele é limitado. A entrada de nutrientes também está severamente afetada. A maioria dos fumantes está pálido e doentio, pela mesma razão.

Aumento do risco de psoríase

Desde que o fumo afeta a saúde da pele, os fumantes têm um risco acrescido de contrair psoríase.

Pobre agilidade mental

Desde que o fumo afeta os tecidos do pulmão, os fumantes tendem a ser menos ativas.

Distúrbios do sono

Estudos têm mostrado que os fumantes tendem a desenvolver distúrbios do sono. Desde o bom sono é essencial para a saúde, o tabagismo pode levar a graves problemas de saúde.

Tabagismo: Efeitos sobre o desempenho atlético

Fumar, pois é um sério problema de saúde, afectam negativamente o desempenho esportivo. Principalmente se manifesta na diminuição da oferta de oxigênio para os pulmões, causando o atleta colocar muito esforço em respirar. Diminuição da oferta de oxigênio, consequentemente afeta o funcionamento dos músculos. Ela aumenta a frequência cardíaca causando fadiga e aumenta o tempo necessário para a freqüência cardíaca volte ao normal. O resultado é a necessidade de mais tempo de recuperação de uma redução na velocidade de reação do indivíduo. O fumo também prejudica a visão. Também desde que o fumo afeta a produção de colágeno, que é fundamental na cura de lesões, os atletas que fumam têm uma cura lenta dos ferimentos.

Como as mulheres esporte pode parar de fumar?

Isso requer uma certa quantidade de força de vontade para parar de fumar. A tendência para continuar a fumar vai ser ótimo. Mas quando se pensa a partir do espectro mais amplo de vida eo desempenho específico do esporte, é sempre melhor parar de fumar com todo seu poder. Aconselhamento e assistência médica pode ser buscada, se necessário. Haverá uma melhora notável no desempenho e no prazo de cinco anos os níveis de aptidão será a mesma que a de um não fumador.

Benefícios de parar de fumar

Ser um não fumador é em si uma bênção. As diversas vantagens que pode trazer-lhe incluir o seguinte:

  • Melhores níveis de aptidão
  • Melhor capacidade aeróbia
  • Habilidade para manter o ritmo de pico de desempenho
  • Mais rápido tempo de recuperação.

Estudos têm mostrado que fumantes tendem a deixar o campo mais cedo do que um atleta não-fumadores. Por isso, é no interesse de um atleta que aspiram a dizer adeus ao cigarro.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

OS PERIGOS DO CIGARRO

FUMO E DOENÇAS RESPIRATÓRIAS

Fumar aumenta a queda da capacidade respiratória com a idade e aumenta o risco de problemas respiratórios como:
  • tosse, chiado e falta de ar
  • bronquite crônica e enfisema
  • causa 90% da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e aumenta seu risco em 10 vezes
  • laringite (rouquidão)
  • infecções nas vias respiratórias
  • crise de asma
FUMO E DOENÇAS CARDIOVASCULARES:

Fumar aumenta o risco de doenças coronárias como angina no peito e infarto do miocárdio.
  • triplica o risco de morte por infarto em homens com menos de 55 anos e;
  • aumenta em 10 vezes o risco de tromboembolia venosa e infarto em mulheres que tomam anticoncepcionais orais
  • aumenta o risco de insuficiência vascular periférica causando má circulação nas pernas e impotência sexual.
FUMO E CANCER
O cigarro contém mais de 40 substâncias cancerígenas, que aumentam o risco de câncer na :
  • boca, laringe e traquéia
  • pulmões – risco 12 a 20 vezes maior
  • esôfago, estômago
  • rins, bexiga, colo do útero, etc...
FUMO E DOENÇAS NEUROVASCULARES
O fumo triplica o risco de derrame cerebral.
FUMO E A PELE
Fumar eleva o risco de rugas prematuras e de celulite, além de interferir na cicatrização de feridas cirúrgicas.
FUMO E GRAVIDEZ

A gestante fumante, tem maior chance de abortar, de ter filho prematuro, de baixo peso e de morte do filho no período perinatal.

DEPENDÊNCIA

  • A nicotina causa dependência por meio de processos biopsicossociais parecidos com os da cocaína, álcool e heroína.
  • O Fumante de 20 cigarros/dia, que traga 10 vezes/cigarro, recebe mais de 70.000 impactos cerebrais de nicotina/ano.
  • O dependente de nicotina, aprende e acredita que o cigarro:
    • preenche “vazios internos”
    • é “companheiro”
    • ajuda a lidar com o estresse
    • ajuda a lidar com sentimentos positivos ou negativos
    • facilita as interações sociais
    • leva á sensação de segurança.
Entretanto, esses falsos benefícios do tabagismo deve-se ao fato de que o viciado desenvolve tolerância á nicotina e piora o funcionamento do cérebro na sua ausência.
BENEFÍCIOS AO PARAR DE FUMAR
  • Melhora da capacidade física
  • Melhora do paladar
  • Melhora do olfato
  • Redução do risco de câncer
  • Redução do risco de doenças cardiovasculares e respiratórias
  • Aumento da expectativa de vida
  • Término do hálito do tabaco
  • Redução de gastos com saúde
  • Economia por não comprar cigarros
  • UM GRANDE EXEMPLO para amigos, familiares, em especial, filhos e netos.
VEJA O QUE ACONTECE AO PARAR DE FUMAR:
  • Em 20 minutos: a pressão arterial e os batimentos cardíacos voltam ao normal
  • Em 8 horas: os níveis de monóxido de carbono voltam ao normal
  • Em 1 dia : redução de risco de ataque cardíaco
  • Em 3 dias: relaxamento dos brônquios e aumento da capacidade respiratória
  • Em 2 a 12 semanas: melhora na circulação sangüínea.
  • Em 1 a 9 meses: redução da tosse e infecções das vias aéreas, melhora da respiração, limpeza dos pulmões e melhora na capacidade física.
  • Em 1 ano: redução do risco de doença coronariana em 50%.
  • Em 10 a 15 anos: o risco de morte por doença coronariana se iguala ao de uma pessoa que nunca fumou.
  • Em 15 a 20 anos: o risco de câncer se aproxima do risco de uma pessoa que nunca fumou.

terça-feira, 8 de março de 2011

Os riscos do tabaco para o bebé

alguns estudos realizados detectaram alguns riscos para a vida do feto.



Alguns estudos realizados detectaram alguns riscos para a vida do feto.

Como tal, para o sucesso de uma gravidez. Destes, destacamos os mais usuais:

  • Gravidez ectópica. Há o risco da gestação decorrer fora do útero materno, ou seja, nas trompas de falópio, num ovário ou na cavidade abdominal.
  • Aborto espontâneo. Quer por causas de malformações congénitas, quer por infecções a que a futura mãe está sujeita.
  • Elevada probabilidade de que o recém-nascido seja mais pequeno. O peso é, por norma, inferior em 300/400g, o comprimento é menor em 2/3cm e o perimetro craniano é 1cm mais pequeno.
  • Parto prematuro.
  • Risco de placenta prévia. Que pode provocar hemorragias durante a gestação.
  • Alergias. É frequente que o filho de uma mulher fumadora sofra de icterícia (aumento de Bilirrubina no sangue) e que mais tarde venha a sofrer de outras alergias.
  • Os bebés são mais irriáveis e irrequietos.
  • Maior perigo de produção de uma gestosis. Doença que pode provocar muitas complicações devido à perda de proteínas, hipertensão arterial e inchaços.
  • Problemas como a morte súbita

Pais Nicotino-dependentes

A dependência do tabaco resulta do consumo da nicotina mas, há também outros factores, sociais e culturais que fazem com que se torne mais complicado abandonar este terrível vício.

Podemos então dividir os factores da seguinte maneira: Quando se começa a fumar, tem-se por norma a ideia de imitar os nossos amigos mais “in”, a curiosidade de experimental o que é mais proibido e a sociedade em que vivemos (imaginem entrar num café sem alguém estar a fumar...).
Depois vêm outros factores como as sensações pelo tabaco causadas, como por exemplo, a descontracção e o prazer de puxar um cigarro. Por último surge a habituação (depois de uma farta feijoada, ou numa roda de amigos). Isto torna o hábito de fumar numa regra normalizada e de dificil abandono. Pense em tudo o que lhe pode acontecer

Como deixar o vicio de lado?

Hoje em dia existem variados métodos para “dispensar” o tabaco e desse modo perder o vício de fumar. Os tratamentos são:

  • Medicina homeopática – recorre a preparados em forma de grânulos que provocam, na pessoa, asco ao sabor do tabaco e reduzem os efeitos nocivos que este tem no corpo humano

  • Hipnose – Numa série de sessões, o terapeuta submete o paciente a uma técnica de relaxamento. Após estar sobre o seu efeito, o paciente é induzido a pensar que se encontra rodeado de natureza (por exemplo, num prado, com erva fresca e o cheiro da terra molhada), e reforça, no paciente, a vontade de deixar de fumar. Como é evidente, a pessoa que está a ser tratada deverá estar predisposta a deixar de fumar.
  • Distracção sensorial – Recorre a objectos que façam lembrar o tabaco e as sensações por ele provocadas. O uso de estimulos sensoriais substituem o fumo e funcionam através de difusores aromáticos de bolso, que se usam de cada vez que se pensa em fumar um cigarro.
  • Acunpunctura – A técnica oriental da acunpunctura funciona através da utilização de agulhas próprias que se colocam debaixo da pele, e em lugares estratégicos do corpo humano (no caso do tabaco: na cara e mãos) para deixar de sentir a vontade de fumar um cigarro.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Os perigos do tabaco durante a gravidez

Cientistas descobrem genes ligados a baixo peso e parto prematuro.
Os cientistas podem ter descoberto a razão pela qual algumas mulheres que fumam durante a gravidez têm bebés pequenos, enquanto outras, com os mesmos hábitos, dão à luz bebés normais.

Uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da
Universidade de Boston, EUA, acredita que a chave deste mistério é o modo como determinados genes interagem com o fumo do cigarro. O estudo efectuado pelos cientistas mostrou que as mulheres grávidas que fumam têm mais probabilidades de ter um bebé prematuro ou com baixo peso devido à falta ou inactividade de dois genes. Estes genes - CYP1A1 chamado e GSTTI - controlam o modo como o organismo quebra os componentes químicos dos componentes químicos do fumo do cigarro.

A equipa de Wang estudou 741 mulheres grávidas que deram à luz no Centro Médico de Boston durante 1998-2000. As gestações mais curtas, bem como os bebés com mais baixo peso foram relacionados com as mulheres que fumaram durante todo a gravidez, as quais apresentaram variações de ambos os genes CYP1A1 e GSTTI.

Com as mesmas variações genéticas, as mulheres não fumadoras não apresentaram nenhum risco acrescido de nascimento prematuro ou de baixo peso do bebé.

O artigo publicado pelos cientistas no «Journal of the American Medical Association» refere que: "os dados demonstram que um subgrupo de mulheres grávidas com determinados genotipos pareceu ser particularmente susceptível ao efeito adverso do fumo do cigarro, sugerindo uma interacção metabólica entre genes e o fumo do cigarro. "

Entretanto, o baixo peso dos bebés foi descrito pela investigadora como um problema muito
complexo, onde coabitam muitos factores ambientais e genéticos diferentes.

Segundo os autores do estudo, este é o primeiro estudo que demonstra a ligação entre o consumo de tabaco, genes específicos e o baixo peso em bebés. " Embora tudo isto necessite de ser confirmado, é um processo contínuo. Nós esperamos que estes trabalhos conduzam para melhorar maneiras reconhecer e tratar aquelas mulheres em risco elevado de ter um bebé com baixo peso.

Mesmo que certas mulheres não possuam o perfil genético apresentado, os investigadores aconselham todas as que pensam engravidar a reduzir ou parar de fumar. Em declarações à BBC, Wang refere que " a mensagem geral tem avisar todas as futuras mães fumadoras que podem prejudicar os seus bebés. "

Agora, a equipa de Wang procura identificar os traços genéticos específicos das mulheres que provavelmente podem dar à luz crianças prematuras ou com baixo peso. Para tal, analisa 51 genes, incluindo os envolvidos nas respostas do corpo ao stress e infecção, nas
mudanças hormonais relacionadas à gravidez e nos modos como o organismo absorve uma variedade de toxinas ambientais.

Marijuana

Um outro estudo elaborado na Grã-Bretanha também indica alguns factores de risco entre o hábito de fumar marijuana durante a gravidez e as consequências para os recém-nascidos.

Apesar de não ter encontrado indícios de que o uso de marijuana durante a gravidez aumente o risco de aborto, a equipa de cientistas britânicos e neozelandeses constatou que as utilizadoras de marijuana, que mantiveram o hábito durante a gravidez, deram à luz bebés mais pequenos.

Ainda não está clara a razão pela qual a marijuana retarda o crescimento do feto. No entanto, sabe-se que a mistura da droga com tabaco - charro - liberta substâncias químicas que prejudicariam o desenvolvimento do feto.

Em média, os filhos de mulheres que fumaram marijuana pelo menos uma vez por semana durante a gestação nasceram com 216 gramas a menos do que bebés de mães não-utilizadoras.

Descontados os efeitos de outros factores, como o tabaco, os cientistas chegaram à conclusão de que o consumo regular da droga reduz o peso do feto em cerca de 90 g. Ainda de acordo com o estudo, os bebés de mães consumidoras de marijuana tendem a ser mais baixos e com cabeças mais pequenas.

Segundo os cientistas, fumar um “charro” - cigarro de marijuana - por semana equivale a fumar 15 cigarros de tabaco por dia. "Essas descobertas sugerem que é prudente alertar as mulheres grávidas para as provas de que a marijuana pode levar à redução do crescimento fetal", escreveram os investigadores na última edição do Jornal Britânico de Obstetrícia e Ginecologia.
" De uma forma geral, mulheres grávidas deveriam evitar o uso de todas as substâncias tóxicas durante a gravidez."

Mais de 12 mil mulheres participaram do estudo. Os resultados, no entanto, foram baseados nas declarações das mulheres, que disseram ter ou não usado marijuana durante a gravidez. Segundo os próprios cientistas, essa metodologia pode ter distorcido os resultados.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Os perigos do cigarro

tabagismo4Atualmente, cerca de metade da população mundial tem contato direto com o tabaco. Seja pelos 1.200.000 de fumantes ativos, seja pelos 2.000.000 de fumantes passivos ou involuntários, que inalam a fumaça do tabaco em seus lares, trabalho ou até no lazer.

Sabe-se que a epidemia tabágica provoca a morte de mais de 5 milhões de pessoas por ano, sendo a principal causa evitável de morte. Nos países desenvolvidos, o cigarro mata mais que a soma das mortes causadas por cocaína, heroína, álcool, incêndios, suicídios e AIDS.

A inalação da fumaça do tabaco é causa de aproximadamente 50 doenças, e entre as 6 maiores causas de morte no mundo, 4 são relacionadas ao consumo de tabaco: infarto do miocárdio, derrame cerebral (AVC), doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica) e câncer, principalmente o de pulmão. Algumas outras doenças tabaco-relacionadas são: câncer de boca, garganta, esôfago, estômago, pâncreas, cólon, reto, fígado, vias biliares, rins, bexiga, mama e colo de útero. Impotência sexual, infertilidade, úlcera de estômago, osteoporose, insuficiência arterial, gangrena, etc. Isto sem falar nas complicações e riscos para a mãe e feto no tabagismo durante a gravidez.

O tabaco, quando queimado e inalado, libera mais de 4700 substâncias químicas, sendo 60 delas cancerígenas, dezenas de substâncias irritantes, venenos poderosos e uma que causa prazer e dependência química, a nicotina. Ao chegar aos pulmões, a nicotina leva poucos segundos para chegar ao cérebro, causando liberação de vários neurotransmissores, sendo a dopamina a mais importante.

Qualquer forma de se inalar a fumaça do tabaco, seja através de cigarros, charuto, cachimbo, cigarros de cravo, de palha, narguile, etc acarreta a absorção das substâncias nocivas acima descritas.

E os cigarros de “baixos teores” de nicotina e alcatrão são menos prejudiciais? Este conceito foi colocado pela indústria do tabaco, sempre procurando uma forma de esconder os malefícios de seu produto. A principal modificação feita na elaboração dos cigarros de “baixos teores” foi na ventilação do filtro.

Os dispositivos de ventilação dos filtros, geralmente, correspondem a um ou mais anéis de orifícios, que servem para diluir a fumaça como ar, e assim reduzir a concentração das emissões de alcatrão, nicotina e monóxido de carbono.

Porém, como o fumante é dependente de nicotina, e precisa receber as dosagens que estão habituadas, este compensa a redução da emissão de nicotina dando tragadas mais profundas, mantendo a fumaça mais tempo nos pulmões, fechando os poros do filtro com os dedos ou ainda fumando mais cigarros que antes.

Uma das mais importantes revisões feitas pelo National Institute of Health dos Estados Unidos sobre riscos associados como uso de cigarros de “baixos teores” apresentou, entre outras, a seguinte conclusão a respeito:

“Estudos epidemiológicos e outras evidências científicas não indicam benefícios para a saúde pública no que se refere às alterações no desenho ou manufatura de cigarros nos últimos 50 anos. Estas alterações não causaram diminuição importante de adoecimentos devido ao consumo de cigarros, tanto para o fumante ativo, como para a população em geral”.

O próprio posicionamento da indústria do cigarro, em seus documentos internos, revela: “Sem dúvida, é possível que o efeito de mudar para cigarros com baixos teores de alcatrão seja aumentar e não diminuir os riscos de se fumar. Devido à grande variedade de carcinógenos produzidos durante o processo de pirólise (reação química produzida pela queima de substâncias orgânicas) é pouco provável que se possa chegar a uma forma completamente segura de se fumar tabaco”

Um dos aspectos mais graves dessa questão é que o marketing dos cigarros de “baixos teores” os coloca como uma alternativa “inteligente” à cessação do tabagismo. Oferece uma falsa garantia de proteção e passa a impressão de um produto menos prejudicial. A única forma comprovada de proteção contra as doenças tabaco-relacionadas é não fumar e não permitir a poluição tabágica.